A menina que roubava livros me rouba alguns elogios. A Morte encontra um livro em Moching quando esse estava sendo recolhido na limpeza dos escombros após um bombardeio. Ela lê aquele livro, então dá-se conta de que já encontrou-se com a escritora dele três vezes e a outra havia escapado. O título do livro era A menina que roubava livros. Com o tempo o livro, escrito à lápis, no bolso da Morte, começa a ficar difícil de ler, então Ela decide contar a história, pois uma coisa quando se contada várias vezes não se esquece.
Liesel Meninger rouba seu primeiro livro em ocasião da morte de seu irmão, o livro é um manual para coveiros, nessa época ela ainda não sabia ler. A história se passa durante a Segunda Grande Guerra, na Alemanha. Markus Zusak nos permite acompanhar através das quase quinhentas páginas do livro quatro intensos anos da vida dessa menina, a roubadora de livros. Através do drama, do amor, da beleza, você é transportado ao equilíbrio de um livro que vale ler simplesmente para ler o último capítulo da décima parte.
Eu esperava, após ler parte do livro, que ele fosse mais poético, os primeiros capítulos me pareceram prometedores, porém não me decepcionei, mesmo com a queda do rendimento poético, até porque continua sendo um dos mais poéticos lançados nos últimos tempos. É um livro em que pequenas metáforas ganham, por vezes, espaço.
A Morte é o personagem mais instigante, com seu coração circular (contrário ao dos humanos que é linear) e com o imenso trabalho que tem durante a guerra. Ela vê os homens de fora, tenta entendê-los, tem raivas e alegrias com eles, eles são sei trabalho quando morrem e sua distração enquanto vive. Ao ver alguma das análises da Morte, bem se percebe que ela põe o homem na Teoria da Caverna de Platão.
Deixem-me abrir um parêntese para certas comparações que estão sendo feitas pela internet, vi muitas no Orkut, seguinte: Crepúsculo x A menina que roubava livros e O caçador de pipas x A menina que roubava livros. Quanto a primeira comparação, devo categoricamente afirmar que é pífia, os livros só podem se encontrar nas prateleiras dos mais vendidos, fora isso, nada; afinal, o livro do Markus Zusak trata-se de boa literatura, ao contrário do comparado. Já na segunda comparação, eu ainda pendo para o livro base dessa crítica, pois considero O caçador de pipas em muitos momentos apelativo.
Como algumas considerações finais eu designo o contexto histórico como uma possibilidade de bem didático. Eu ainda quero perguntar ao Markus Zusak se ele tem uma resposta para uma pergunta que ele deixa sem resposta no livro, algo como: qual a função real da palavra? e vale a pena a palavra? Bem, para terminar, fica uma indicação de um bom livro (de fácil e rápida leitura), pequeno aprofundamento teórico, uma adequada visão psicológica de seus personagens (afinal, é a Morte que narra) e uma beleza declarada.
Esse livro é maravilhoso
um dos melhores que já li até hoje …
O charme do livro realmente é a sua narradora com suas frases inusitadas, este é sem duvidas um dos melhores livros que ja li ate o momento.
Ja algum dos livros de Douglas Adams ?
Att.
Lovieira
Lovieira,
Eu nunca li Douglas Adams, já, sim, ouvi falar dele e de sua série O guia do mochileiro das galáxias. Bem, ficaria feliz em receber uma sugestão de leitura de Adams.
Atenciosamente,
Lula Cardona
O próprio guia do mochileiro é muito bom, a ironia do Autor é a melhor parte de toda a serie.
Se puder leia, olha um link pro ebook http://rapidshare.com/files/71175387/Douglas_Adams_-_O_Guia_do_Mochileiro_das_Gal_xias.pdf
Abraço
att.
Lovieira
Obrigado (estarei adquirindo o livro e ponto na minha lista para ler),
Lula Cardona
A respeito do Livro “A Menina que Roubava livros”, não vou entrar em detalhes critico, mas sim da sua visão sobre o livro. Um tanto pobre e sem perspectiva.
Pois a Morte não interage com o ser humano, ela passou a observa mais de perto os seres as estórias que enlaçavam em torno da menina. Por conta do contato que ela teve com Liesel quando levou seu irmão, no momento que a morte se viu pelos olhos da menina.
O enredo literário não é poético e sim romanceado pela descrição de uma visão profunda, só se torna poético em si, quando se trata das observações que a morte faz no decorrer do livro e quando Max escreve O VIGIADOR para menina. Alem da morte ser bem culta ao que diz respeito aos livros humanos citando O ASSOBIADOR, O DAR DE OMBROS, MANUAL DO COVEIRO… Ela não se interessava pelos humanos em si, mas os consideravam um trabalho, mas Liesel era sua observância diária.
Minha amiga devemos ter cuidado ao redigir crítica, sem aprofundamentos da história e da literatura. Apesar de ser um livro muito bom, não mostra traços contundentes da cultura alemã, mas uma visão geral do Nazismo.Uma visão geral de Judeus, uma visão estreita de alemães dissidentes.
A propósito Orkut não é fonte literária para nada, tem muita gente sem “noção” falando que bem acha. E ECLIPSE / LUA NOVA, é um sub gênero, fraco e medíocre quanto HARRY POTTER, nem sei se escreve assim!
Você diz, que tem 1 (uma) pergunta para fazer ao Zusak e acaba fazendo duas! O livro não deixa perguntas nenhuma deste tipo, MUITO pelo contrário ele responde brilhante mente as questões propostas. Deixando uma incógnita no contexto do livro: AONDE ENCONTRAR O VERDADEIRO CONHECIMENTO?AS PALAVRAS TRADUZEM O QUE SENTIMOS E SOMOS?
Creio que antes de escrever uma critica a respeito de um livro tão bem feito, devemos LER e estudar e COMPREENDER tudo que o compositor da obra quer nos passar.
Zusak nos deixa uma lição, que a literatura vai muito alem de enredos e caprichos para instigar a imaginação para criar livros que ocupem lugares enormes nas prateleiras de uma livraria. Os ditos populixos americanos e ingleses.
Acho que é isso.